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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Sorria, você está sendo filmado.



Achei esse comercial dos Repórteres Sem Fronteira no Youtube.

O vídeo, em inglês, é um experimento: Duas crianças são postas em um quarto com alguns brinquedos. Elas não sabem que estão sendo vigiadas, então se comportam normalmente como qualquer criança: fazem "birra" e brigam entre sí. Alguns momentos depois, coloca-se uma câmera de vídeo dentro do quarto, para que as crianças agora saibam que estão sendo monitoradas. Como era de se esperar, a noção de estarem sendo vigiadas faz com que as crianças agora brinquem em plena harmonia entre sí. O comercial termina dizendo que "somos mais civilizados quando sabemos que estamos sendo vigiados".

As verdades propostas por esse comercial são uma pequena amostra da influência que a mídia tem sobre o nosso comportamento. Não apenas como sociedade, mas como indivíduos. Determinar como esse "olho observador" da mídia pode ser uma influência positivia ou negativa pode ser um exercício um pouco assustador.
Ter alguém nos vigiando para assegurar que sejamos civilizados pode nos influenciar a vivermos sob constante "interpretações de nós mesmos", sempre desempenhando um papel que achamos ser adequado diante das câmeras.

Os Repórteres Sem Fronteiras pedem por "liberdade da imprensa". Até onde essa liberdade vai?


Por: Carolina Câmara

sábado, 28 de março de 2009

Hora do Planeta

Como mobilizar as pessoas do mundo todo em torno de uma mesma causa? A resposta pode estar na ação promovida pela Ong WWF. Praticamente todos caíram na onda da 'Hora do Planeta'. E não foram somente as luzes das casas que foram apagadas, alguns sites também entraram na onda. Veja como ficou OGLOBO.com durante os 60 minutos de 'apagão'.



Outros portais que também aderiram foram o Yahoo e o Submarino. Mas o ato simbólico demonstrando a preocupação com o aquecimento global não atingiu todos os corações. As Lojas Americanas da Rua das Laranjeiras não apagou nem uma luz sequer...



Mas, e você, aderiu à Hora do Planeta?

por Érica Ribeiro

quarta-feira, 25 de março de 2009

Lance x Ataque

A briga entre alguns jornais no Rio de Janeiro chega cada vez mais à publicidade. A última que vi foi no Metrô (Linha 2) sobre o caderno Ataque, suplemento de esportes do jornal O DIA (acho que estou ficando repetitiva com essa publicação, mas fazer o quê, é ela que está chamando a minha atenção nos últimos dias...).

O 'espetáculo' da propaganda está em um banner que traz como chamada 'o melhor lance é o ataque', em uma citação diretíssima ao seu concorrente Lance (L!). E não para por aí. Devido aos jornais voltados para torcidas, como o Vencer (do grupo Lance) e o Jornal da Nação (Jornal dos Sports) para os flamenguistas de carteirinha, ao final encontramos a seguinte colocação: 'o jornal de todas as torcidas'. Só faltou dizer: Diga não a segregação das torcidas, vamos todos dar as mãos etc... e, por favor, comprem O DIA.

(Érica Ribeiro )

quarta-feira, 18 de março de 2009

O Dia: diferente quase todo dia

Inaugurando os trabalhos deste semestre, chamo atenção para um fato que me incomodou esta semana: em pouquíssimo tempo o jornal O DIA mudou novamente de cara. Por informações internas (tenho um amigo de lá), a direção do jornal espera vender mais com essa nova alteração.

O estranho é que a nova cara do jornal se parece muito com uma anterior (antes da última reforma, que tornou a marca azul e laranja). Agora, ele voltou a ter a marca em amarelo e azul e passou a ser em um formato menor - segundo o jornal, mais fácil de manusear. Mas o que interessa é o pouco tempo que a, agora, antiga marca ficou circulando.

Só para situar, o jornal O DIA está há mais de 50 anos no mercado, mas somente quando o jornalista Ary Carvalho o adquiriu, o jornal ganhou mais notoriedade, com notícias de forte apelo popular, era o chamado jornal que 'espreme e sai sangue' - como o Povo era há algum tempo atrás.

Na década de 90, com a jornalista Ruth de Aquino na direção, o jornal sofreu uma grande transformação, não somente no conteúdo, como também no visual (a marca abaixo)


Com a chegada do jornal EXTRA no mercado, O DIA começou a perder leitores. Assim, em 2006 (2 de abril), aparece sob uma reforma gráfica drástica (marca abaixo). Sob a campanha 'Qual o papel do jornal de papel?', o diário parecia que queria atingir um novo público, lançado ao preço de R$1,50 nas bancas.


Parece que O DIA estava até conseguindo pegar uma outra fatia do mercado, pois há pouquíssimo tempo O GLOBO lançou a campanha 'Muito além do papel de um jornal' (vídeo da campanha no final do post). Propositalmente ou não - pois fala mais sobre o fato de se ter notícias em qualquer lugar - conhecendo-se as campanhas, a ligação é quase que instântanea.
E, quando achei que a briga pudesse realmente acontecer, eis que surge um novo jornal O DIA, apenas três anos após a última reforma. A marca, desde o último domingo (15 de março), aparece desta forma:



Gostaria mesmo de saber qual o motivo (sério, de verdade) que levou a nova mudança gráfica no jornal. Se sabe que marcas podem ser reformuladas sem prejuízo à imagem da empresa, mas como fica o leitor que reconhece o jornal que lê (de longe) pelas cores, pelo tamanho, pelo jeitão dele? Ao folhear o jornal se percebe pequenas semelhanças com seu irmão, o jornal MEIA HORA; será o jornal O DIA não está cavando a própria cova e retirando leitores de uma publicação para a outra?
Mais leitores ou menos leitores, a volta a uma idéia anterior da marca é clara, principalmente se colocarmos às últimas três uma ao lado da outra. Veja:



Pelo visto, o próximo passo será voltar ao 'espreme que sai sangue'...

Campanha 'Muito além do papel de um jornal'


Por Érica Ribeiro

domingo, 30 de novembro de 2008

The Medium is the Message

Vídeo em inglês tentando esclarecer a questão do meio ser a mensagem:

domingo, 23 de novembro de 2008

Ainda nos EUA...

(já repararam que esse assunto está frenééético aqui? Nossa própria Obamania..
nesse caso, nada se refere a ele propriamente, só a sua ex-adversária na recém passada eleição.)




Sexta-feira, dia 21/11, foi ação de graças nos Estados Unidos.
Por uma influenciazinha do meu vegetarianismo, não sou muito simpática a um feriado conhecido como "turkey day" (dia do peru) .
O dia é de os norte-americanos reunirem-se para agradecer o que aconteceu de bom no ano.
Mas o propósito inicialmente de gratidão a Deus da união de famílias ficou meio perdido entre a fartura de condimentos no mercado e a ‘fanfarronisse’ de quem vai comer.
Além disso, virou desculpa para campanha política.
Os presidentes do país criaram a tradição de poupar a vida de um ou dois perus nesse período, em que viram alimento típico.
E Sarah Palin não podia deixar de contribuir mais uma vez para sua própria decadência de aprovação popular.
Já conhecida por suas gafes durante a campanha presidencial, a ex-candidata à vice-presidência pelo partido republicano, querendo demonstrar seu engajamento e compaixão, foi à entrada de um matadouro no Alasca dar o indulto a um peru.
Durante a transmissão, como se não bastasse a contradição da postura de classe que a governadora tentava passar num ambiente totalmente impróprio como a fazenda de abate, enquanto discursava sobre o perdão que estava dando, uma outra ave estava sendo degolada e se debatia atrás de Palin.
É a nítida imagem de "venda e compra" do espetáculo...







por Bárbara Defanti

Whatevermania?!

Continuando na linha de (nome de alguma celebridade do momento) mania, eis aqui o ápice da Obamania. Um site pornográfico chegou a pagar 10 mil dólares pelo domínio 'Sex we can' (não cabe aqui linká-lo, ok?) . Taí uma temática para a cadeira de Mídia e Pornografia, não é, Mariana? Achei hilário. Segue a matéria na íntegra:

Um site pornográfico chegou a gastar US$ 10 mil pelo domínio do endereço Sex We Can (Sexo nós podemos, em português). O motivo é que empresários em todo o mundo estão de olho na fama ocasionada pela eleição do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Dos artistas às editoras, dos empresários aos políticos e aos camelôs, todos os adeptos do "Yes We Can" (Sim, nós podemos) querem aproveitar a Obamania que percorre o mundo inteiro. Cartazes, baralhos, bonecos de papel, e até um video game chamado "Super Obama World" foram criados para "pegar carona" na fama do democrata.

A onda de otimismo provocada pela eleição do primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos suscitou a disparada das vendas de jornais e de livros. Alguns pedem até US$ 300 por um exemplar do jornal diário "New York Times" do dia 5 de novembro anunciando o triunfo democrata.

A foto do presidente eleito está em todas as livrarias do mundo, onde seus livros, "A Audácia da Esperança" e "Sonhos de meu Pai", são disputados a tapa. No entanto, para o consultor em marketing internacional em Londres, Robert Churnley, quem "ganha" com toda a fama ocasionada com as eleições é o próprio Obama. "Enquanto não forem extrapolados os limites do bom gosto, ele (Obama) sairá ganhando", disse.

"O nome de Obama pode alimentar uma enorme indústria nos quatro próximos anos, contudo, é preciso lembrar que se algumas pessoas vão ganhar muito dinheiro, a maioria vai ficar a ver navios", disse.


FONTE: Folha Online

Postado por Christina Vidoto