quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Show do Eu: Eu, quem?

A combinação entre novas tecnologias e as condições da vida pós-moderna, em que conceitos como identidades fluidas, construção das subjetividades e espetacularização da vida privada tem permitido que as pessoas possam, através de vídeos postados no Youtube, blogs e fotologs, e em suas performances em redes sociais diversas, como Orkut, Facebook e Twitter, se representarem das mais diversas formas. Assim, demarcam, através dessas representações, seus estilos de vida, suas escolhas de consumo, suas idéias e visões de mundo, em um jogo de representações mais dinâmico. Poderíamos entender que tais práticas se inserem naquilo que a autora Paula Sibilia batizou de “Show do Eu”.

No entanto, em alguns casos, tal flexibilização das identidades e construção dos egos através de escolhas racionais e emocionais pode ser contraditório. Quando as representações expostas nas novas e velhas plataformas midiáticas envolvem crianças, como fica a questão da construção dos sujeitos? Um exemplo claro desta contradição pode ser visto ao abrir o link do vídeo abaixo. Nele, um pequeno menino italiano mostra seu culto ao corpo. Este vídeo teve intensa repercussão na rede, tendo sido muito visto. Trata-se, claramente, de um espetáculo de culto ao corpo e construção subjetiva do mesmo, sem que a criança perceba o que realmente está sendo explorado em sua representação:

http://www.youtube.com/watch?v=T-CMrswt_1A&feature=player_embedded

A questão a se pensar é: a quem pertence o “show do eu” nesse caso? Ao menino, ou à seus pais, ou a quem filmou a representação veiculada?

Por Andressa Lacerda

Resumo e análise do programa Esquadrão da Moda.



Vídeos e descrição do programa:

http://www.youtube.com/watch?v=_IIvGONAnU4
http://www.youtube.com/watch?v=CDMO9DEPYcM

Esquadrão da Moda é um reality show exibido pelo SBT terças, às 20h, que ensina o telespectador a entender o que vestir e, principalmente, o que ele não deve usar. A top model e consultora Isabella Fiorentino e o stylist Arlindo Grund formam o casal de especialistas em moda que tem a dura missão de ensinar às "vítimas" como se vestir bem e com estilo.
O exemplo do que acontece em suas outras versões fora do Brasil - originalmente da BBC, chamado "What not to Wear" -, no Esquadrão da Moda do SBT, mulheres consideradas sem estilo ou que simplesmente se vestem de forma inadequada são indicadas por amigos e familiares para participar do programa.
Sem que as participantes saibam, elas são filmadas com câmeras escondidas durante duas semanas em cenas do seu cotidiano, trajando seus "modelitos incríveis". O próximo passo é a abordagem à vítima, sempre feita de forma inusitada pelos apresentadores. Nela, as mulheres são informadas que estão no programa. Assim, vítima, amigos, familiares e o Brasil assistem aos flagras, acompanhados dos comentários implacáveis de Arlindo e Isabella.
No espelho 360°, a vítima confronta seus piores pesadelos, mas aprende a se enxergar sob um novo olhar, além de descobrir, por meio de regras fáceis, como ter estilo e ser elegante.
Após essa traumática experiência, a vítima enfrenta a maior aventura de sua vida: gastar 10 mil reais em roupas! Claro que sempre de acordo com as dicas de moda dos nossos especialistas. Ao final de dois dias de compras, a participante ganha uma mudança radical em seu visual sob a responsabilidade do cabeleireiro renomado Rodrigo Cintra e da maquiadora-chefe da M.A.C, Vanessa Rozan, que dão um toque final na transformação.
Com a auto-estima recuperada, um guarda-roupas repleto de trajes lindos, novos e muito elegantes, a participante reencontra familiares e amigos em uma comemoração na qual todos aguardam ansiosos para conhecer seu novo estilo.

Análise:

A partir da descrição do e dos vídeos do programa "Esquadrão da Moda" é possível perceber que hoje em dia a maioria dos produtos da indústria cultural são ligados a imagem, ao entretenimento e ao espetáculo. A pessoa pode se vestir de um jeito que seja estranho perante toda a sociedade e se sentir bem, mas ela sempre estará sendo julgada pelas leis da imagem e da sociedade. A relação entre as pessoas passa a ser mediada pela imagem, e também tudo o que era vivido diretamente, torna-se uma representação. Portanto, para mim não há forma inadequada ou adequada de se vestir, cada um tem seu próprio estilo e jeito, mas na sociedade de hoje as pessoas precisam aprender a se vestir, o que é uma grande conseqüência do final do século XX quando o principal negócio passou a ser o entretenimento. Na medida em que a vida ficava cada vez mais parecida com um filme, toda a economia parecida estar se reorientando para servir à produção do entretenimento. As indústrias que mais cresciam eram as ligadas ao entretenimento, entre elas estava à indústria da moda, que se poderia considerar, hoje em dia, como fornecedora do guarda-roupa para o filme-vida. Sempre houve um segmento da sociedade ligado a moda, que dependendo da época poderia ter a finalidade de assinalar o status da pessoa ou demonstrar a personalidade do indivíduo. A moda faz parte da estética pessoal do entretenimento e da espetacularização. Nas últimas décadas o crescimento da indústria cultural que Adorno tanto criticou, possibilitou a criação de mais espetáculos e sua multiplicação, que por sua vez ganharam importância em novas áreas da sociedade, excedendo em muito a sua função original no mundo das culturas de massa. No universo da informação é impossível não notar a espetacularização, que fica evidente em meios de transmissão de dados, através dos jornais virtuais interativos ou simplesmente na constatação do incrível sucesso dos tablóides de info-entretenimento. Por isso hoje em dia vemos na televisão vários programas como este ligados a imagem, ao entretenimento e a espetacularização de tudo.
A idéia do programa sem dúvida é totalmente direcionada para o entretenimento desde o momento em que a tal "vítima" é filmada em sua vida cotidiana usando suas roupas que para todos que vêem não estão de acordo com a sociedade ou então com o estilo da pessoa, ou seja, o que era uma curiosidade passou a ser um bem vendável e até o centro das atenções de um programa. A pessoa após ver sua imagem em frente a um espelho e ouvir que não se veste de acordo com a moda deve gastar 10 mil reais para alimentar o vício do padrão de beleza existente na sociedade contemporânea e para afirmar a espetacularização e a vida como um entretenimento.

Júlia Câmara

Caso UNIBAN


O caso da Geisy, a estudante da faculdade Uniban, remete diretamente a um espetáculo. Primeiramente o vídeo em si que mostra a situação ocorrida, mas não venhamos discutir quais atitudes são corretas, podemos, sim, relacionar a uma sociedade que torna-se cada vez mais espetacularizada. Qualquer atitude ou momento que se vive contemporaneamente há um risco de ser registrado, um verdadeiro “show do eu”.
Pode-se ainda linkar com o surgimento das novas tecnologias, as quais, permitem esse tipo de exposição.
Aproveitando o momento dos “15 minutos de fama” com aparição em diversas emissoras e principalmente em programas que utilizam do sensacionalismo para ter audiência, os quais suas matrizes culturas são os excessos. A estudante em questão mudou rapidamente o visual e logo após recebeu um convite para desfilar pela escola de samba Porto da Pedra, que alega ter como tema para o carnaval a moda.
Baseado no conceito de espetáculo, os quais “são fenômenos de cultura de mídia que representam os valores básicos da sociedade contemporânea, determinam o comportamento dos indivíduos e dramatizam suas controvérsias e lutas,...” (Kellner, Douglas) e ainda podemos citar que “o espetáculo é o momento em que a mercadoria ocupou totalmente a vida social.” (Debord, Guy).
Com isso entende-se que a estudante é apenas fruto do comportamento contemporâneo e ela tornou-se uma mercadoria que ocupou a cultura de mídia a qual atinge a maioria, por um motivo puramente banal.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

True Beauty



True Beauty é um reality show exibido pelo canal E!.Os participantes acreditam estar sendo testados apenas pela beleza física, porém são julgados pelos seus comportamentos e atitudes em provas “surpresas”. Os prêmios são 100.000 doláres e sair na revista People como uma das 100 pessoas mais bonitas do mundo. O programa é produzido pela Tyra Banks e pelo Ashton Kutcher.

Só por essa rápida introdução podemos perceber como é o clima desse programa. Desde os produtores aos participantes, tudo beira a frivolidade extrema.
Apesar da tentativa da “distinta” abordagem da beleza, o programa se arrasta em clichês e paradigmas ultrapassados de beleza interior, conflitos e pequenas intrigas.
Quantos aos produtores, é importante alertar Ashton Kutcher, ator, já realizou um outro “reality” com a forte temática da beleza e seus embates sociais Beauty and the Geek .

Já a Tyra Banks, é uma modelo, atriz, apresentadora (o combo mais sonhado pelas meninas bonitinhas) tem 2 programas de muito sucesso. American’s Next Top Model se desdobra na beleza das aspirantes e The Tyra Banks Show (quase cópia da Oprah)

Entre os participantes peculiarmente escolhidos estão algumas misses , artistas”, cantores e strippers. (quase igual a escolha do casting do nosso BBB, mas tudo bem.)

Como em quase todo o reality show, o prêmio não é tão importante para os candidatos, na maioria das vezes, estão mais interessados na projeção e na visibilidade em que o programa dará, e daí em diante fazer sua carreira no mundo das (sub)celebridades e depois de seus 15 minutos de fama, cair em um ostracismo sem fim.


Cada participante desempenha um personagem diferente, sempre tem aquela bitch, a boazinha, o falso enfim, vários atos já previamente conhecidos e desgastados pelos realities shows e pelas tramas das dramaturgias.

As provas são simples: testar a beleza dos participantes de varias maneiras possíveis. Fotos, Leilões dos mais belos, os maiores destaques do tapete vermelho, entre outras.
Junto às provas oficial, passam algumas “surpresas” para testar o caráter dos personagens.


Percebemos como a imagem é fundamental e primordial nesse tipo de programa. Sua projeção certeira e de forma quase sempre superficial ajuda não somente a cada ator participante, mas sim ao desenrolar da trama e o desenvolvimento do programa. Apesar de querer parecer ter uma premissa diferente aos outros realities shows, True Beauty acaba escorregando na futilidade, banalidade e provomendo e explorando de forma mais intensa a questão imagética.


O videozinho a seguir é uma promo antes do lançamento da série

http://www.youtube.com/watch?v=JWgeN5YN6Dw



PS. A série agradou ao público americano, obtendo bonsíndices de audiência, porém ainda não foi feita uma 2º temporada. Isso prova que, por mais desgastada e usada essa temática da imagem esteja, ela sempre é apreciada e cada vez mais espetacularizada.
PS2. Pros fãs de futilidade, exposição imagética e entretenimento televisivo sem compromisso (como eu!), só resta aguardar...


Por: Luana Braga

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Pequena Miss Sunshine – Outro lado do espetáculo.

O filme Little Miss Sunshine, dirigido por Jonathan Dayton e Valerie Faris, lançado em 2006 aborda a história de uma família desequilibrada que percorre o caminho de Novo México até a Califórnia em uma Kombi para levar a filha caçula ao concurso de beleza “Little Miss Sunshine”.
Dentre todos os personagens característicos, quero analisar a personagem Olive Hoover, interpretada pela jovem atriz Abigail Breslin.
Olive é desengonçada e desajeitada. Não nenhum padrão como as outras meninas do concurso, também não tem nenhum talento grandioso. Muito pelo contrário, está, inclusive, um pouco acima do peso.


Nessa análise, quero apontar dois fatos: O filme faz uma crítica (por sua vez, espetacular) aos padrões de beleza. Deixa isso claro de forma assustadora, ao nos depararmos com meninas, tão jovens, com o rosto repleto de maquiagem, cabelos escovados, trançados e roupas um tanto sensuais. Por outro lado, o espetáculo mostra a sua cara ao mesmo tempo em que critica. O fato de apresentar em um dos principais papéis a pequena Olive Hoover, espetaculariza outro tipo de aparência, outro tipo de estereótipo, de família e de vida.
Pois, afinal, de acordo com Guy Debord “A crítica ao espetáculo, também é o espetáculo”.
Entretanto, na minha opinião, o espetáculo tem muitos pontos horrorosos, mas acredito que essa crítica seja um dos únicos ou talvez o único ponto positivo. Mostrar tudo de ruim que o espetáculo traz, mesmo que de forma espetacular, não deixa de fazer com que várias características possam ser repensadas.


Por Mayara Soares

domingo, 4 de outubro de 2009

Texto Kellner

Oi queridos,
deixo aqui o link para vocês baixarem o texto do Douglas Kellner que foi publicado na revista Libero, em 2003.
http://www.facasper.com.br/pos/libero/index3.php
também deixei o arquivo anexado na nossa conta de email coletivo.
aproveito também para chamar a atenção à matéria de ontem do Globo, no caderno Prosa e Verso sobre o papel da blogsphera na discussão sobre o cotidiano e a política em Cuba. tudo a ver com nossas conversas em aula. e muito pertinente para a teoria de Kellner e de Barbero (nosso próximo tópico afinal).
aqui vai o link para o principal portal Voces Cubanas
http://vocescubanas.com/

bjs
Mariana Baltar

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Tirinha sobre copyright, left e como diria Joel in the midium..

Será que aluna antiga pode postar? : )


Letícia Gelabert

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Infinito ao Meu Redor - Marisa Monte

Estou postando o link do trailler do documentário "Infinito ao meu redor" (Marisa Monte), que comentei hoje na aula.
Tem algumas entrevistas dela no youtube, falando sobre o dvd.

http://www.youtube.com/watch?v=3xgAPkwpqTg



Bjs,
Dora

quarta-feira, 1 de julho de 2009


Eu acabei de postar aqui e me empolguei, decidi falar da proporção que o Theo Becker tomou após sua passagem conturbada por "A Fazenda", ele praticamente virou mito, antes se quase ninguém sabia quem ele era, hoje, se tornou um dos assuntos mais populares em qualquer lugar.
Com explosões, brigas fenomenais, e um jeito de fato meio louco fez fama, e foi exatamente isso que fez dele tão popular, esse toque de loucura e a famosa vergonha alheia, que sendo sincera, ele é o mestre nisso. Mesmo fora do programa ele continua sendo comentário, virou um personagem nacional.
Fazendo uma brincadeirinha, Andressa volta pra ele vai.
Ah gente, eu não sei quanto a vocês mas eu adoro, então vai aí momento Theo Becker. http://www.youtube.com/watch?v=R2gvThFLgEk
Isis Mesquita

O exemplo que eu escolhi foi o programa passado no multishow Conexões Urbanas, que tem como objetivo passar o cotidiano da favela, movimentos sociais que estão crescendo nas periferias do Brasil, e dos preconceitos vividos por quem mora lá.
Ele se relaciona tanto com o que é dito pela Paula Sibilia em “Show do Eu” quanto o que é passado em “Política das Representações” da Esther Hamburguer. Como são sujeitos que vivem no cerne destas comunidades transmitindo eles próprios sua realidade, o programa adquire um caráter de maior verdade e maior autenticidade, do que se fosse passado por pessoas que não estão inseridas nesta realidade, é esse “Eu”da favela sendo transmitido por quem tem mais autorização para falar sobre ele.
E da mesma forma eles estão gerindo a sua imagem para o público em geral, de forma que passam da forma que acham mais apropriada transmitir se distanciando de qualquer estereótipo do “favelado”, tendo consciência de que este setor, que é marginalizado tanto pela sociedade quanto pela própria mídia, de que não podem ser representados por qualquer um, o que indica essa consciência do falar de si para o resto da sociedade da forma mais próxima do que seria o real possível.

Aqui é um link do programa http://www.youtube.com/watch?v=OXZtcrUdZwE&feature=related

Isis Mesquita

Farrah Fawcett: Uma luta documentada

No dia 25 de Junho Farrah Fawcett morreu em decorrência de um câncer,e infelizmente,com a morte de Michel Jackson 5 horas depois,sua morte foi de certa forma abafada pela do rei do pop.
Mas Farrah deixou para o mundo um documentário que mostra sua luta contra o câncer,desde o dia em que foi ao médico e descobriu que a doença tinha voltado,até o dia da sua morte.A intenção original era passar o documentário apenas para seus amigos e familiares,mas posteriormente a atriz decidiu permitir que o filme passasse no canal NBC,por achar que sua história poderia inspirar outras pessoas.E tendo inspirado ou não,o documentário foi visto por mais de 9 milhões de pessoas.
O que me chamou atenção neste caso,foi a forma com que um momento que muitos julgam privado se tornou extremamente público.A atriz,que foi um dos maiores símbolos sexuais da década de 70,pode ser vista doente,vulnerável,montando uma espécie de diário filmado onde se mostrou de uma forma inédita.E isso é claro,atraiu a curiosidade de milhares de pessoas,que viam ali não somente uma celebridade,mas uma celebridade se mostrando comum.Em uma postura de 'qualquer um pode passar por isso'.E em meio a este espetáculo o seu recado foi devidamente dado.
Vou colar o link do vídeo aqui,porque não estava conseguindo carregar no blog.
http://www.youtube.com/watch?v=5rEuLRilWM4

Por: Chrissie Leite

Intimidade Exposta


Desde a criação do conceito de sociedade do espetáculo por Guy Debord, não conseguimos deixar de olhar o mundo em que vivemos como espetacular. Com o surgimento de novas tecnologias da comunicação, como a Internet, qualquer indivíduo pode se autopromover. Mas na medida em que o desejo de exposição aumenta, também há um crescimento da curiosidade em relação a vida dos outros, principalmente de personalidades públicas.
Brad Pitt e Angelina Jolie são o casal mais cobiçado do momento, e por serem grandes astros de cinema têm suas vidas pública e privada sendo perseguidas constantemente pelos paparazzi que obtem a função de divulagar o que os famosos fazem quando não estão sobre os grandes holofotes da mídia.
Porém na revista 'People Magazine', uma publicação norte-americana especializada em celebridades, o casal divulgou sua vida íntima por livre vontade e evitou briga entre as publicações e perseguições pelas primeiras fotos de seu gêmeos Knox e Vivienne, nascidos no dia 12 de julho de 2008.
As fotos foram vendiadas por milhões para a revista que as publicou junto com uma entrevista dos pais famosos. O que diferencia essa exposição do privado do trabalho feito pelos paparazzi é que o casal Brangelina tem uma certa autoridade do que é exposto, e consequentemente tem um controle da imagem que eles querem que o povo veja.
Angelina Jolie e Brad Pitt não foram os únicos acediados pela 'People Magazine'. Tom Cruise, Jennifer Lopez, Christina Aguilera, entre outros, também já foram capa da revista junto com seus recém nascidos. Essa foi a segunda vez que o casal Brangelina teve fotos de seus filhos publicados pela publicação, a primeira vez foi em 2006 com a exposição das imagens da primeira filha do casal Shiloh Novel.
Acredito que essa seja uma boa estratégia do 'show do eu'. A família é exposta porém de uma maneira mais cautelosa protegendo, assim, os filhos, matando a curiosidade da população e se autopromovendo.
Por: Leonardo Tadaiesky

Metamorfose Jackson



Na última quinta-feira, 25 de junho, morreu o Rei do Pop Michael Jackson. Sim, isso todos já sabemos. Mas uma pergunta que ainda ninguém conseguiu responder, continua no ar: quem foi Michael Jackson? Do menino negro de Indiana que conquistou o sucesso ao lado de seus irmãos à figura caricata e decadente dos últimos anos, o mundo acompanhou a uma mudança física drástica do astro pop. Clareamento de pele (com a camuflagem de um suposta doença), cirurgias plásticas constantes e transformações de cabelo criaram uma nova pessoa, que muitos chegaram a classificar como alienígena (alguém lembra de Homens de Preto?).

Respostas a essa “auto reforma” podem ser muitas, mas pode-se chegar a uma compreensão pensando na pessoa Michael Jackson e a mídia. A sua busca retrata o que muitos fazem, com menos intensidade logicamente, com o seu próprio corpo. Não basta consumir um produto midiático pela televisão ou outro meio que seja; os indivíduos querem a todo preço um pouco do modelo de perfeição vendido pela mídia. Corpo “sarado”, cabelo tal, roupa tal, cirurgias plásticas, lipoaspiração.

Se pensarmos assim, Michael Jackson foi o auge de toda essa representação. Um homem que moldou o seu corpo, baseando-se no que ele entendia como requisitos da mídia para ser uma estrela. O problema foi o seu excesso. E ao passo em que ele reconstruía o seu corpo, a sua nova aparência esquisita acompanhava a decadência de sua carreira. É como se a figura de um rei estivesse exaurida por tanta exploração de seus seguidores, da mídia e de si mesmo.

Agora, pensem na música Black or White. Não parece ser, mesmo que não com um intuito declarado, uma narração do astro sobre si mesmo? E pode ser mesmo. Que o diga a cena da metamorfose no final do clipe.

Veja o trecho do clipe Black or White:
http://www.youtube.com/watch?v=KZbD92LOIVk

postado por: Yan Caetano

Quando a Morte te deixa famoso: "Suicide Club"


À primeira vista, Suicide Club parece ser um péssimo filme, sem pé nem cabeça, com um roteiro amador e sangrento. Na verdade, muitos acham realmente isso. Mas em contraposição, O filme foi grandemente aplaudido em mostras e festivais, considerado um verdadeiro exemplo do cinema japonês contemporâneo.

Independente de ser um filme magistral ou não, Suicide Club procura fazer uma crítica ferrenha à sociedade moderna japonesa. O filme é resultado, também, de pesquisas que apontaram o Japão, em 2002, como o país com o maior número de suicídios do mundo (24 para cada 100 mil habitantes).

Sion Sono (esse é o diretor) procura levar a questão da cultura pop ao máximo neste filme. Ele faz do suicídio um modismo, que se iniciará quando um grupo de 54 estudantes suicidam nos trilhos de um trem. A partir deste fato, diversas ondas de suicídio começam a surgir no país. Quando o detetive chega próximo de uma suposta origem para as mortes, nunca obtém êxito, pois as mortes não param.
A questão principal é: “se tudo está virando modismo nos dias de hoje, por que não o suicídio?”. A sequência do link abaixo é perfeita para reproduzir tal pensamento. Um grupo de estudantes começa a brincar falando em suicidar-se e, de repente, formam o “Clube do Suicídio”. Podemos comparar o modo como eles falam em morte como quando a Barbie diz: “Vamos passear no shopping?” = “Vamos nos matar? :3”. A cena, de uma forma meio sádica, é hilária.

Outra questão interessante é que no filme não há realmente uma origem para os suicídios. O espectador acaba com um grandíssimo ponto de interrogação na cabeça. E é essa a intenção! Este filme não quer se estabelecer como um gênero específico, ele é, ao mesmo tempo, terror, suspense, comédia, romance, etc. Da mesma forma, ele não quer repetir o que os filmes hollywoodianos fazem, que é criar uma linha de raciocínio a partir de um sistema já antigo e dominante: o roteiro hollywoodiano clássico, que procura dar começo, meio e fim aos filmes, de forma que o espectador fique sempre satisfeito ao sair da sala. De forma provocante, Suicide Club vai mudar de foco narrativo a todo o momento, assim como veremos que o filme não tem protagonista.

Na minha opinião, Suicide Club é um filme hilário, nojento e, acima de tudo, nos faz pensar sobre o quanto estamos inseridos numa cultura do espetáculo e refletir sobre o que ela nos faz fazer para alcançarmos uma publicização suficiente da nossa imagem. Veja só: esses estudantes suicidaram e ficaram super famosos! O que tem de mal nisso?

Link para a sequência do suicídio na escola: http://www.youtube.com/watch?v=WWOwp8sALeo&feature=PlayList&p=E74A81FE220B19F6&index=4

Tem também o filme inteiro no youtube. :)

postado por: Juliana C. Roldan

A imagem de Barack Obama







É certo que, ser candidato à presidência do país de maior influência mundial, já o torna notório, e alvo da mídia, mas durante a campanha, do agora atual presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, observamos um marketing político envolvendo a utilização do potencial midiático, que rendeu frutos, um deles a própria eleição de Obama.
Sendo candidato, automaticamente Obama já tinha seu rosto estampado em jornais, revistas, mídias digitais em geral, reportado sempre que necessário e possível pela mídia, além de ter toda esta representabilidade por meio de/e pela mídia, sua assessoria conseguiu utilizar está como arma para construir e gerenciar a imagem do futuro novo presidente.
A criação de um site exclusivamente destinado à candidatura, não seria o primeira a ser feito em campanhas políticas, porém a feitura da campanha digital no caso Obama, ganhou repercussão e notoriedade muito maior que qualquer outra campanha que antes já tivesse usado o mesmo meio. Entendeu como utilizar o potencial midiático para ganhar ainda mais notoriedade, e não só isso, construindo a própria imagem, e se aproximando cada vez mais, através dessa política da representação, de seus eleitores.
http://www.barackobama.com/index.php

Sua imagem já se tornara pública, e como tal a estratégia da campanha de Obama mostra com clareza tal gerenciamento de sua imagem pública, através da utilização da linguagem apropriada, não só para criar redes sociais, mas também a sensibilidade de inserir em tais redes sociais uma linguagem específica, que molda e cuida nos mínimos detalhes deste “eu” público do atual presidente.
Sua campanha presidencial já é em si um espetáculo, a pessoa do candidato também se torna, porque não construir sua própria imagem?
Tendo ganhado a presidência, surgem então variações da utilização da linguagem espetacular no curso de seu mandato, utilizando toda esta lógica cotidiana e real.
Me atento então para a criação do Flickr da casa branca. Neste site oficial, são postados diariamente fotos do dia-dia do presidente, seu cotidiano, seus afazeres, sua hora de relaxar e sua vida em família. O que seria isso, se não um verdadeiro show do eu? A intimidade, construída, por imagens do presidente, um show bem gerenciado da imagem do “eu” familiar e presidencial, se a mídia já o representa, sua própria equipe reporta uma maneira de fazer circular e aproximar esta imagem de quem o elegeu, e claro de quem nem mesmo é norte americano.
Acredito que em todo o processo, tanto das eleições quanto agora com esta intimidade (gerencialmente) escancarada, mostra-se muito claro a lógica da política da representação e que me permitiu pensar toda a construção teórica estudada durante a disciplina. Fato é que, o processo Obama ilustra muito bem a interligação de toda a lógica espetacular.
http://www.flickr.com/photos/whitehouse/
Claro que, críticas e reportagens externas não escapam, no entanto possuindo todo este arsenal comunicativo construído a favor de sua imagem, é inegável que a visibilidade e o curso de seu mandato, assim como de sua candidatura, serão influenciados.
Um marketing político que deu muito certo, a visão da equipe de campanha de Barack, conseguiu reconhecer e utilizar a potencia da mídia como arma a seu favor, mas claro que a mídia sendo mediadora, uma janela entre o sujeito e a realidade, mesmo com toda a estratégia, ela trabalha como mediadora, mas não como definidora de leituras e apropriações.

postado por: Nayara Matos

segunda-feira, 29 de junho de 2009

2012

O filme ‘2012 – Catástrofe’, do diretor Roland Emmerich, especialista em filmes apocalípticos, como Independence Day, e O Dia Depois de Amanhã está previsto para estrear mundialmente em 13 de novembro de 2009.

Sinopse:Em 2012, quando desastres naturais começam a destruir a Terra, pesquisador acadêmico lidera um grupo de pessoas numa luta para evitar esses eventos apocalípticos que foram previstos num antigo calendário dos povos Maias e que pode culminar com o fim da civilização.”

A polêmica sobre o fim do mundo em 2012 está cada vez mais debatida, mas deve ficar mais ainda depois do filme que vai se basear na teoria do calendário maia que diz que o fim do mundo acontecerá em 21 de Dezembro de 2012. Se você não conhece a teoria do fim do mundo 2012 e está curioso, visite o site: www.fimdomundo2012.com

As profecias para o ano de 2012 são muito curiosas e, segundo alguns, matematicamente precisas de acordo com o calendário maia. Muitos dos acontecimentos atuais estavam previstos pelos maias, inclusive o apocalipse, que a bíblia e Nostradamus também citam, segundo alguns especialistas no assunto.

O filme promete ser uma grande representação catastrófica do que prevê o calendário maia e muitos outros profetas do passado, mas aí já fica à critério da crença pessoal de cada um. O fato é que o filme ‘2012′ irá mostrar eventos que estão acontecendo, como mudanças climáticas, inundações, Tsunamis, terremotos e diversos outros fenômenos catastróficos em grande escala.

Para além de qualquer julgamento que se possa fazer ao filme, um aspecto importante é observar como 2012, assim como qualquer outro filme sobre catástrofes que se propõe a mostrar eventos que ameaçam a existência humana, se utiliza da lógica do espetáculo, através de uma superprodução recheada de efeitos visuais impecáveis.

Por Milton Batista.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Vai dar meia hora...

... pra ler isso? Na verdade, o público alvo talvez, mas em geral leva só uns 10 minutos para ler o Meia Hora, jornal popular do Rio de Janeiro. Gente, popular não precisa ser assim escrachado, né?

Manchete de hoje:

Prefiro não comentar. Logo em seguida, na página principal do site, uma reportagem exclusiva com a Valesca (?) Popozuda (!?!), numa sessão de autógrafos (!!!) da sua Playboy (ahhh tá...) no Centro do Rio. Referente a isto temos a seguinte imagem:
Agora eu preciso comentar! A cara do sujeito olhando pra bunda da mulher fazendo menção de que vai bater nela! Isso sim é sensacional! E a quantidade de celular? Inacreditável. Melhor é rir de tudo isso...

Ah, e tem promoção. Quer ir com Valesca pro motel? Pois é, no Motel Mirante em Jacarepaguá, onde vai ser lançada a Playboy da funkeira... saiu na capa de uma edição anterior:

E mostrando algumas fotos do ensaio para a revista, tem uma bem polêmica:

É o encontro da vida marinha com a fauna de água doce.


Por Larissa Castanheira

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Internet, o novo Deus ...

Cadeirante brasiliense usa internet para voltar a andar

J. Moraes Redação Mais Comunidade

O mundo da internet tem se mostrado uma arma eficiente para mobilizar pessoas em torno de causas beneficentes . O caso da jornalista brasiliense Fernanda Fontenele, é um bom exemplo. Há cerca de seis anos ela sofreu um acidente de carro que a deixou tetraplégica. Com a ajuda de uma amiga publicitária, Fernanda montou uma campanha para angariar fundos para um tratamento que pode fazê-la voltar a andar. Por meio de ferramentas como blog, youtube e Orkut, Fernanda já conseguiu quase metade dos US$ 55 mil que precisa para o tratamento.

Nesta sexta-feira (19) acontece mais uma fase de sua campanha: uma festa que pretende divulgar e arrecadar mais fundos para sua viagem aos Estados Unidos. A festa, que acontece na próxima sexta-feira (19) contará com várias atrações como Dj's e músicos da cidade. O Mais Comunidade esteve com Fernanda que concedeu entrevista ao portal. Veja a campanha que sensibilizou milhares de pessoas.


Para ver os vídeos acesse a fonte!

http://www.maiscomunidade.com/conteudo/2008-05-19/brasilia/10754/CADEIRANTE-BRASILIENSE-USA-INTERNET-PAR-VOLTA-A-ANDAR.pnhtml


Ailatan Dias